A pandemia acelerou e realçou a importância do E-Commerce na definição das estratégias comerciais das empresas. Durante a situação pandémica, o comércio tradicional enfrentou duras dificuldades devido às restrições impostas pelos governos como medida de segurança e, também, ao sentimento de insegurança sentido pelos cidadãos em espaços comerciais físicos.

As vantagens assumidas pelo E-Commerce durante a pandemia vão continuar. Para manter a fidelidade e atrair novos utilizadores é crucial que os retailers cumpram as expectativas dos utilizadores, cada vez mais exigentes, e ofereçam serviços excecionais e seguros.

Neste artigo, mencionamos e esclarecemos erros básicos que provocam um efeito negativo nas vendas e nos níveis de satisfação dos seus clientes.

Como melhorar a experiência do utilizador quando não existem produtos em stock

Com certeza que já aconteceu consigo: pesquisar um artigo e verificar que não há stock online. Isto, traduz-se numa frustração que pode danificar a relação do utilizador com a marca e, possivelmente, reduzir a fidelização do utilizador. Com a pandemia, o volume de pedidos online aumentou e a rotura de stock passou a ser considerada como comum, no entanto, é extremamente importante que os retailers arranjem soluções para amenizar o impacto que esta falha tem no posicionamento orgânico da loja online e nas vendas. 

Os produtos sem stock, além de serem um contratempo para os utilizadores, podem também representar uma fonte de erros que prejudicam a indexação do site e o seu posicionamento orgânico. 

Destacamos, algumas boas práticas que pode adotar para reduzir o efeito dos produtos sem stock: 

1 – Configure corretamente as regras de rastreamento e indexação nos motores de pesquisa dos produtos sem stock

Em sites E-Commerce muito dinâmicos – com catálogos em constante movimento – a existência de produtos sem stock é recorrente. Desta forma, é importante desenhar um plano de ação concreto para cada situação, visto que nem todas as roturas de stock são iguais. Por exemplo: pode ser tratar-se de uma pré-venda, uma falha de stock temporária (o produto voltará a estar disponível no futuro), ou, de uma descontinuação de produto. 

O que deve fazer em cada caso? 

Uma boa prática é manter os subatributos relacionados com o atributo availability [disponibilidade] sempre atualizados nos dados estruturados da página do produto e no feed de E-commerce. Através do diagrama da especialista em SEO – Aleyda Solis – conseguimos identificar que ação concreta a acionar para cada caso de rotura de stock. 

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Fonte: Aleyda Solis

2 – Assinale os produtos sem stock diretamente nas páginas de categoria

A transparência é um fator fundamental na gestão das expectativas dos utilizadores. Nesta medida, é importante evitar que o utilizador entre na página do produto sem stock e se sinta frustrado porque… não o pode comprar. Para evitar este constrangimento, recomendamos que marque os produtos fora de stock diretamente na página da categoria. 

Mesmo assim, se o utilizador entrar na página porque o produto despertou a sua curiosidade, o E-Commerce pode apresentar produtos relacionados em stock, assim, aproveita a intenção de compra do utilizador e, pode inclusive, gerar uma conversão. 

3 – Indique de forma clara que variantes do produto não se encontram em stock

No E-Commerce de moda, o retailer gere múltiplas variações de produto segundo as suas características, pode ocorrer uma rotura de stock relacionada com o tamanho ou cor. Neste contexto, melhor do que assinalar produtos sem stock por completo é preferível mostrar ao utilizador a disponibilidade das variações.  

O retailer pode elaborar uma lista das variações do produto que se encontram disponíveis e marcar com uma cruz as variações que já não se encontram disponíveis. Desta forma o utilizador não tem o incómodo de fazer clique para verificar a sua disponibilidade. 

4 – Ofereça a opção de notificar o utilizador quando o produto estiver disponível novamente 

Em muitos casos, a indisponibilidade de produto é temporária. Neste caso, uma opção interessante é conceder ao utilizador a possibilidade de divulgar o seu email para ser, mais tarde, notificado quando o produto voltar a estar disponível. Os retailers também podem utilizar campanhas de email marketing para comunicar quais os produtos que voltaram ao stock através de criatividades centradas nos artigos recém-disponíveis.

5 – Facilite a verificação de stock na rede de lojas físicas 

Segundo o relatório publicado por eMarketer, em 2020 as vendas E-Commerce no sector retalhista cresceram globalmente 20,2%. É expectável que em 2021, com o alívio das medidas de contenção do vírus SARS-CoV-2, este valor seja mais baixo. Apesar de muitos utilizadores estarem habituados a realizar frequentemente encomendas online, as lojas físicas, uma vez abertas, continuam a ser um ponto de venda indispensável uma vez que permitem uma experiência direta com o produto. 

No E-Commerce, os retailers podem acionar mecanismos que permitem aos utilizadores verificarem a disponibilidade de produtos sem stock nas suas lojas físicas (se o retailer utilizar uma gestão de inventário omnicanal). 

Por fim, é aconselhável ter o perfil no Google My Business otimizado. E estar atento às atualizações da nova aposta da Google, Local Inventory Ads, ainda não está disponível em Portugal, mas surge, neste contexto, como uma aposta clara da Google para integrar o mundo online com o offline. 

Uma estratégia para produtos sem stock poderá salvar a conversão

Uma gestão correta de produtos sem stock tem como objetivo salvar a conversão. Se possível, o retailer deve encontrar uma forma de não perder o cliente oferecendo-lhe outras opções que aliviem a frustração gerada pela indisponibilidade de produtos. 

Se a sua marca tem um E-commerce com um alto volume de vendas onde situações como esta acontecem com alguma frequência, convidamo-lo a falar connosco. Juntos, poderemos desenhar uma estratégia para mitigar o efeito negativo no posicionamento orgânico e na experiência do utilizador. 

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